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Mais parceiros sexuais, mais câncer? – Harvard Health Blog

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Duas manchetes chamaram minha atenção recentemente:

A relação entre doenças crônicas e número de parceiros sexuais: uma análise exploratória

e

Estudo alerta que mais sexo pode significar maior probabilidade de câncer

Pode ser difícil de acreditar, mas ambos se referem à mesma pesquisa médica. Não tenho certeza de qual eu gosto mais. O primeiro é o título real da pesquisa, que não fornece informações sobre seus resultados. O segundo é uma manchete de jornal. Isso vai direto ao ponto das principais descobertas do estudo. Embora seja muito mais específico – e alarmante – também é enganoso.

Existe uma ligação entre o número de parceiros sexuais e câncer?

O estudo que investiga essa possibilidade foi publicado BMJ Saúde Sexual e Reprodutiva. Ele registrou cerca de 2.500 homens e 3.200 mulheres com 50 anos ou mais (idade média de 64 anos). Cada pessoa foi pesquisada sobre o número total de parceiros sexuais que tiveram ao longo de suas vidas. Essas informações foram comparadas com várias condições médicas que eles desenvolveram, incluindo câncer, doenças cardíacas e derrames.

O estudo demonstrou que

  • Homens que relataram 10 ou mais parceiros sexuais em sua vida tiveram quase 70% mais chances de desenvolver câncer quando comparados com aqueles que relataram 0 ou 1 parceiro vitalício.
  • Para as mulheres, as descobertas foram ainda mais dramáticas: as mulheres que relataram 10 ou mais parceiros sexuais em sua vida tiveram quase 91% mais chances de desenvolver câncer quando comparadas com aquelas que relataram 0 ou 1 parceiro vitalício.

Os homens eram mais propensos do que as mulheres a relatar ter pelo menos 10 parceiros (22% dos homens versus 8% das mulheres), enquanto as mulheres eram mais propensas a ter menos parceiros (41% das mulheres e 28,5% dos homens que relataram ter tido de 0 a 1 parceiros).

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Vale ressaltar que este estudo foi realizado na Inglaterra com informações de saúde inicialmente coletadas no final dos anos 90. Os resultados poderiam ter sido diferentes se os pesquisadores tivessem avaliado o risco de uma população diferente ou em um momento diferente. Além disso, o auto-relato foi utilizado para avaliar o comportamento sexual, e é possível que o número relatado de parceiros sexuais e outros comportamentos de saúde não sejam precisos.

Isso significa que fazer sexo leva ao câncer?

A resposta é quase certamente não.

Isso ocorre porque esse tipo de estudo não pode avaliar se o sexo causa câncer. Ele só pode determinar se há uma correlação entre os dois. Além disso, já sabemos de que maneiras o comportamento sexual pode afetar indiretamente o risco de câncer sem realmente causar câncer, principalmente por meio de infecções sexualmente transmissíveis. Algumas das conexões mais fortes são para:

  • vírus do papiloma humano (HPV), que aumenta o risco de câncer de colo do útero, boca, pênis e ânus
  • infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), que aumenta o risco de cânceres como o sarcoma de Kaposi e o linfoma
  • infecção por hepatite B e hepatite C, que têm sido associadas ao câncer de fígado
  • gonorréia, que aumenta o risco de câncer de próstata (principalmente entre homens afro-americanos).

Além disso, pessoas com mais parceiros sexuais tendem a fumar mais e a beber mais álcool. Esses fatores podem, eles próprios, aumentar o risco de câncer. Portanto, certos fatores – nesses casos, infecções, tabagismo e bebida – podem ter um impacto sobre o risco de câncer, em vez de fazer sexo ou o número de parceiros sexuais.

Embora pesquisas futuras possam encontrar riscos anteriormente não identificados em ter um número maior de parceiros sexuais, já sabemos o suficiente para explicar a conexão.

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A linha inferior

Embora possa ser tentador concluir, a partir desta nova pesquisa, que limitar o número de parceiros sexuais que você tem reduzirá o risco de câncer, acho que isso seria uma interpretação incorreta dos dados. A melhor mensagem para levar para casa seria tomar precauções para evitar doenças sexualmente transmissíveis e buscar outras estratégias comprovadas para reduzir o risco de câncer, incluindo parar de fumar e limitar o álcool.

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